Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!

Rua General Jardim, 846 cj 41 Higienópolis, São Paulo - SP


  Telefone: +55 (11) 3231-4638   (11) 99863-5577

All Posts Tagged: tratamento

Perguntas frequentes sobre: Tumores ósseos, sarcomas, metástases e lesões pseudo-tumorais

Tumores ósseos, sarcomas, metástases e lesões ósseas pseudo-tumorais   

Prof. Dr. Pedro Péricles Ribeiro Baptista

O que é Tumor (Neoplasia)?

– O crescimento de qualquer tecido do nosso corpo, além do normal, caracteriza um tumor (neoplasia = novo crescimento). Por exemplo: qualquer pinta na pele, uma verruga, uma “espinha” (acne), são tumores. São crescimentos de tecidos alterados em nosso organismo. Isto deve ASSUSTAR? Não. Este não é o nosso objetivo. Pretendemos esclarecer para evitar enfartes ao ouvir-se a palavra “tumor.”

O que são Lesões Pseudotumorais?

– O próprio nome já diz: são lesões que parecem tumores, mas não são. Por exemplo: o cisto ósseo simples. É uma lesão no osso que não produz nenhum tecido. Há apenas uma cavidade, preenchida por líquido que aparece nas imagens radiográficas como uma lesão (falha de tecido ósseo) que pode confundir com verdadeiros tumores ósseos.

O que significa Tumor Benigno? Como se origina?

– As células do nosso organismo estão em constante multiplicação. Nossa pele “descama” continuamente, nossas hemáceas (glóbulos vermelhos do sangue) estão em constante reprodução (as hemáceas são renovadas a cada três meses em média), todos os tecidos do corpo são renovados, até mesmo o tecido ósseo. Portanto a reprodução de células é um fato contínuo em nosso organismo. Quando nosso organismo produz tecido “a mais” do que o necessário forma-se um tumor. As células deste tumor podem ser idênticas às células normais, neste caso formase um tumor benigno. Por exemplo: o lipoma é um tumor benigno formado por lipócitos (células gordurosas). Os tumores benignos, portanto, vêm das células do nosso próprio corpo, que entraram em reprodução para substituir as células velhas, mas houve uma falha na quantidade.

O que significa Tumor Maligno? Como se origina?

– Neste caso, além da falha na quantidade, ocorre também alteração na qualidade das células reproduzidas. No momento da reprodução as células sofrem um processo de duplicação do material genético e posteriormente de divisão celular. Se ocorrer uma falha na duplicação ou na divisão celular o resultado será uma “nova célula”. Esta nova célula pode ser parecida com aquela que estava se reproduzindo, mas não é igual e, por isso não tem a mesma função da anterior. Não possui controle de sua reprodução, pois o seu material genético ficou alterado. Quando esta célula consegue reproduzir-se forma um tumor maligno. Este tumor recebe o nome da célula primitiva que sofreu alteração genética ao multiplicar-se. O diagnóstico é feito pela semelhança entre as células. Os tumores malignos, portanto, também vêm das células do nosso próprio corpo, que entraram em reprodução para substituir as células velhas, mas que, além de ocorrer falha na quantidade, houve também uma falha na qualidade.

O que significa Carcinoma? Sarcoma?

– Para dar nome aos tumores, a Organização Mundial da Saúde convencionou que se deveria acrescentar o sufixo oma para designar os tumores benignos: lipoma, osteoma, fibroma, etc. Para as neoplasias malignas (tumores malignos) do aparelho músculo-esquelético acrescenta-se o sufixo sarcoma: lipossarcoma, osteossarcoma, fibrossarcoma, etc. O termo carcinoma foi reservado para as neoplasias malignas de tecidos cujas células primitivas originaram-se do folheto ectodérmico (na formação embriológica do corpo humano há três folhetos: ectoderma, mesoderma e endoderma). Como exemplos mais freqüentes: carcinoma da mama, na mulher e carcinoma da próstata, no homem.

O tumor ósseo é Contagiante?

– Não. 

O tumor ósseo é Congênito?

– Alguns tumores ósseos benignos podem ter um caráter hereditário, como a osteocondromatose (osteocondromas múltiplos), mas a maioria das neoplasias decorre de alterações na reprodução celular que já comentamos.

O que provoca as Alterações na Reprodução Celular?

– Alguns fatores são conhecidos como as irradiações, vírus, mas geralmente as falhas ocorrem por fatores ocasionais, desconhecidos.

Sempre que ocorre Falha na Reprodução Celular ocorre um tumor?

– Não. O nosso organismo possui um sistema de “controle de qualidade” formado por células que têm a função de reconhecer aquela que ficou malformada e destruí-la. Constantemente ocorrem células malformadas, nos variados processos da reprodução celular, que são automaticamente eliminadas pelo nosso “controle de qualidade”. Desta forma verificamos que para ocorrer uma neoplasia é preciso que aconteça falha na reprodução e, ao mesmo tempo, falha no sistema de controle de qualidade.

Se existir alguém com Tumor na Família aumenta a probabilidade de ocorrência?

– Isto é muito relativo. É comum ouvir este questionamento em nosso consultório. Entretanto eu não conheço nenhuma família que não tenha um caso. Muitas vezes o fato não é relatado por preconceito. Acredito ser até um aspecto cultural. Não gostamos de admitir casos de doenças contagiosas, tumores, homossexualismo, separações, filhos “inesperados”, suicídio, alcoolismo, viciados, etc.. Mas não se sinta exclusivo e nem fique surpreso: 99,9999… % das famílias têm estas ocorrências. O fato é que procuramos relatar apenas os fatos prodigiosos.

Por que vemos constantemente nas publicações que quando há um caso de um tumor “x”, a probabilidade de ocorrer este mesmo tumor na família é maior?
– Isto é correto. Na realidade todos nós temos um “local de menor resistência”. Isto é, aquele órgão pode ser mais sensível, mais frágil, é um “calcanhar de Aquiles”. Eventualmente tivemos uma falha na formação daquele órgão, talvez tenhamos herdado esta falha e poderemos também transmitir aos nossos descendentes. Neste caso, a probabilidade de ocorrer falha na reprodução deste órgão “x” poderá será maior do que as outras reproduções do nosso organismo. Mas isto não quer dizer necessariamente que se tivermos um tumor este ocorrerá no órgão “x” e muito menos que venhamos a ter tumor. Nós possuímos alguns “calcanhares de Aquiles” que são particulares de cada um.

O que é Tumor Primitivo?

– O tumor é primitivo quando ele esta no órgão que o produziu. Por exemplo: Ao examinar a mama encontra-se um tumor e o exame anatomopatológico revela que é um tumor mamário. Neste caso a lesão esta localizada no órgão primitivo, de origem.

O que é tumor Metastático? Metástase?

– Continuando o exemplo da pergunta anterior, se encontrarmos uma lesão no osso e o exame anatomopatológico revelar que é um tumor da mama, isto significa que esta lesão não se originou no osso. Certamente há ou houve um tumor primitivo na mama e alguma célula tumoral desprendeu-se, atingiu a corrente sanguínea e conseguiu alojar-se no osso. Lá no osso, continuou a reproduzir-se ocasionando a lesão. Portanto um tumor originário da mama, localizado no osso. Isto é uma metástase (meta = distante; stase = parada). Metástase de tumor da mama no osso.

Qual é o Tratamento de um tumor?

– Depende do tipo do tumor. Existem tumores que são de tratamento exclusivamente cirúrgico. Não respondem ao tratamento quimioterápico ou radioterápico. Outros são de tratamento quimioterápico ou de associação dequimioterapia cirurgia e/ou radioterapia.

O Tumor removido cirurgicamente pode voltar? Por quê?

– Sim. Assim como na reprodução das células daquele órgão ocorreu uma falha esta pode repetir-se. Outra situação é quando não foi possível removê-lo completamente na cirurgia.

Qual é a Ação do Quimioterápico? Por que há Queda do Cabelo? Qual a razão da Palidez (Anemia) do paciente?

– O medicamento quimioterápico age bloqueando a reprodução celular. Este bloqueio não é específico. A droga bloqueia a reprodução de todas as células do nosso organismo (reprodução de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, células epiteliais (de revestimento da pele, boca, tubo digestivo, etc.), e outras, assim como também bloqueia a reprodução das células tumorais. A célula capilar, portanto, também sofre, resultando na queda temporária do cabelo. Com o bloqueio da reprodução de células sanguíneas ocorre a anemia, resultando o aspecto pálido do paciente. Quando é suspensa a quimioterapia tudo volta ao normal, recupera-se da anemia e o cabelo volta a crescer. Com o constante progresso na oncologia procura-se desenvolver quimioterápicos que atuem mais junto às células tumorais e menos efeito nas células normais do organismo.

O Tumor Ósseo tem Cura?

– A maioria dos tumores ósseos, diagnosticados precocemente e tratados adequadamente são curados. 

O Tumor Ósseo é freqüente?

– Não. Os tumores ósseos representam apenas 1% de todas as neoplasias.

Quais são os primeiros Sintomas de um Tumor Ósseo?

– Dor em primeiro lugar. Aumento de volume, “inchaço”. Calor local discreto (devido ao aumento do metabolismo, em virtude da reprodução celular) e com o passar do tempo alguma limitação funcional (diminuição do movimento articular), podendo até ocorrer fratura no local da lesão óssea.  

Como é feito o Diagnóstico dos Tumores Ósseos ?

–   Primeiramente através da história e do exame clínico. Este é fundamental. Posteriormente, baseado na queixa do paciente e nos achados do exame, o médico solicitará exames complementares, de acordo  com a/s suspeita/s diagnóstica/s feitas com o a história e o exame clínico.

Quais são os Principais Exames solicitados para o Diagnóstico de um tumor ósseo?

– O médico especialista da área irá solicitar os exames  necessários, pertinentes a cada caso. De um modo geral, os mais frequentemente solicitados são:

Laboratoriais: hemograma; velocidade de hemossedimentação, dosagem de cálcio, dosagem do fósforo, dosagem da fosfatase alcalina, dosagem do PSA (antígeno prostático específico) e eletroforese de proteínas, entre outros.  

Imagem: radiografias simples da lesão, radiografias do tórax, mapeamento ósseo, tomografia, ressonância magnética, entre outros.

Biópsia: para o exame anatomopatológico.

O que é exame Anatomopatológico? O que é Biópsia?

– O exame anatomopatológico é aquele realizado no material colhido do tumor. Este material pode ser obtido através de uma biópsia (retirada de uma amostra, fragmento, do tumor) ou do estudo de todo o tumor, que foi removido cirurgicamente. Primeiramente o material é preparado para depois ser analisado com o auxílio do microscópio.

Qual é o tumor ósseo Benigno mais freqüente? E o Tumor Ósseo Primitivo Maligno mais freqüente?

– O tumor ósseo benigno mais freqüente é o osteocondroma. O tumor ósseo primitivo maligno mais freqüente é o mieloma múltiplo, que se origina das células da medula óssea, produtoras de anticórpos chamadas plasmócitos. Em segundo lugar é o osteossarcoma.

Quais são os tumores ósseos benignos mais freqüentes ?

– Os tumores ósseos benignos mais freqüentes são o osteocondroma, osteoma osteóide, condroma, condroblastoma, tumor de células gigantes, entre outros.

Quais são as lesões pseudo-tumorais mais freqüentes ?

– As lesões pseudo-tumorais mais freqüentes são o cisto ósseo simples, cisto ósseo aneurismático, fibroma não ossificante, displasia fibrosa, granuloma eosinófilo e tumor marron do hiperparatireoidismo.

Quais são os tumores ósseos  malignos mais freqüentes ?

– As lesões ósseas malignas mais freqüentes são as metástases ósseas, decorrentes de tumores primitivos da mama, próstata, pulmão, tireóide ou rim. Os tumores primitivos ósseos mais freqüentes são o mieloma múltiplo, osteossarcoma, condrossacoma,  sarcoma de Ewing, lipossarcoma, fibrohistiocitoma maligno, entre outros.

O que são tumores de tecidos moles ?

– São tumores que acometem o tecido celular do sub-cutâneo, músculos, vasos, nervos, enfim todos os tecidos que compõem o aparelho locomotor com exceção do tecido ósseo.

Qual é o tumor benigno de tecidos moles mais freqüente ? E o maligno ?

– O tumor benigno de tecidos moles mais frequente é o lipoma e o maligno é o lipossarcoma.

O que significa biópsia?

– É a obtenção de uma amostra da lesão para estudo anatomopatológico visando o diagnóstico.

Qual é o tratamento do osteossarcoma ?  E do sarcoma de Ewing ? E do Condrossarcoma?

– O tratamento atual, tanto do osteossarcoma como do sarcoma de Ewing, consiste em realização de quimioterapia pré-operatória,  seguido de cirurgia de remoção completa do tumor, com margem de segurança oncológica e complementação com quimioterapia pós operatória. O condrossarcoma, dependendo da sua classificação, pode ser curado com a cirurgia apenas, sem necessidade de tratamento complementar.

O que significa cirurgia com margem oncológica ?

– Significa que após a quimioterapia pré-operatória (em que são realizados três ciclos, em média) o tumor deve ser removido por completo. Para isto é necessário que a lesão seja retirada com uma cobertura de tecido sadio ao redor, para procurar evitar a recidiva local do tumor.

O que significa recidiva da lesão  ?

– É o reaparecimento do tumor no mesmo local, que pode ocorrer tanto em tumores malignos quanto em lesões benignas agressivas.

Por que ocorrem freqüentemente Metástases nos Ossos?

– Quando há o desprendimento de uma célula tumoral e esta atinge a corrente sanguínea o nosso sistema imunológico que faz o “controle de qualidade” geralmente elimina esta célula. Se, entretanto, a célula tumoral conseguir “enganar” o nosso sistema imunológico ela poderá alojar-se distante (meta) do órgão de origem, nos diferentes tecidos do organismo, mas geralmente acaba parando (stase) preferencialmente em um dos principais “filtros “do organismo. O primeiro grande filtro é o pulmão, por onde constantemente passa toda a corrente sanguínea. O segundo grande filtro é o fígado, principalmente para o aparelho digestivo e o terceiro grande filtro é o sistema músculo-esquelético. O tecido ósseo possui uma circulação sinusoidal (de pequenos vasos sanguíneos, capilares), em que a passagem da corrente sangüínea é muito lenta, facilitando a “stase” (parada) da célula tumoral.

Como é o Tratamento da Metástase Óssea?

– Depende do tipo do tumor primitivo, do tamanho da lesão, de sua localização, etc. De um modo geral, quando ocorrem metástases nos ossos longos (úmero, fêmur, etc.), apresentando risco de fratura, elas devem ser operadas, substituindo-se a área doente por uma prótese interna, evitando-se o desconforto da fratura. Nesta situação o paciente pode voltar a caminhar e a exercer suas funções dentro de poucos dias. 

Quais são os Principais Tumores Primitivos que podem ocasionar metástases para os ossos?

– Primeiramente o tumor da mama, em mulheres e o tumor da próstata, em homens. Em seguida os tumores do pulmão, da tireóide e do rim representam, com maior freqüência, a  fonte de lesões metastáticas para os ossos.

Sua dúvida não esta aqui? Envie-nos por e-mail: pedro@oncocirurgia.com

_______________________________________________

          Autor : Prof. Dr. Pedro Péricles Ribeiro Baptista

                        Prof. Adjunto Doutor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa –  S. P.

                       Oncocirurgia Ortopédica do Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho – S. P.

Consultório: Rua General Jardim, 846 –  Cj 41  –  CEP: 01223-010   Higienópolis  São Paulo – S. P.

                           Fone:+55 11 3231-4638   Celular:+55 11 99863-5577    Email: pedro@oncocirurgia.com.com

_______________________________________________

Read More

05. Tumor de Células Gigantes

 

Autores: Pedro Péricles Ribeiro Baptista, Davi Gabriel Bellan, Felipe Augusto Ribeiro Batista

O Tumor gigantocelular é neoplasia de natureza mesenquimal, caracterizada por proliferação de células gigantes multinucleadas – gigantócitos – que se assemelham aos osteoclastos, em meio a estroma de células mono nucleadas.

Devido a  esse aspecto histológico presente em diversos outros processos, o tumor gigantocelular poderia confundir-se necessitando muitas vezes da análise do aspecto clínico e radiográfico, para a confirmação do seu diagnóstico.

O tumor giganto-celular é também conhecido pela sigla TGC, pelos nomes de tumor de células gigantes e osteoclastoma.

A manifestação principal é a dor local intermitente, acompanhada ou não de aumento de volume da região afetada e limitação dos movimentos da articulação vizinha. O tempo de história, em média de 6 a 12 meses, é variável de  caso a caso e depende do osso afetado.

Alguns doentes procuram tratamento em virtude da dor, outros pela percepção do tumor ou por fratura patológica. Não é rara a referência a trauma mais ou menos intenso como início da história clínica.

Como na maioria das vezes o tumor é epifisário, é freqüente o comprometimento clínico da articulação vizinha, com progressiva impotência funcional.

Pode ocorrer derrame articular e quadro clínico simulando processos meniscais ou de artrite.

Nos tumores localizados na coluna vertebral e no sacro além da dor e aumento de volume pode ocorrer manifestações neurológicas. O volume às vezes é enorme predominando sobre os demais sintomas.

O tumor gigantocelular em geral acomete um só osso. Quando há lesões em vários ossos deve-se verificar a possibilidade de tratar-se de “tumor marrom do hiperparatireoidismo”, cujas lesões apresentam aspectos radiográficos semelhantes, mas são múltiplas e o paciente apresenta alteração do cálcio e fósforo.

O TGC é classicamente conhecido como tumor da epífise de ossos longos, mais freqüentes na região do joelho, isto é, na epífise distal do fêmur e proximal da tíbia e, em seguida por ordem de freqüência,  na região proximal do úmero e distal do rádio. No esqueleto axial é raro e quando ocorre tem predominância no sacro.

Ocorre na terceira e quarta década, comprometendo igualmente ambos os sexos.

Radiograficamente é descrito como lesão epifisária caracterizada por rarefação óssea, de início excêntrica, inicialmente respeitando os limites da cortical. Com a evolução, pode ocorrer ruptura da cortical e comprometimento articular (fig. 27).

Histologicamente  as células gigantes e o estroma são os elementos mais importantes deste tumor. Caracteriza-se por apresentar numerosas células gigantes que se assemelham-se aos osteoclastos em meio a estroma de células fusiformes.

Os principais diagnósticos diferenciais clínico, radiográfico e anatomopatológico são com cisto ósseo aneurismático, osteossarcoma teleangiectásico e condroblastoma.

         O tratamento do tumor de células gigantes atualmente está bem estabelecido. Deve-se optar, sempre que possível, pela ressecção segmentar da lesão, com margem de segurança oncológica tanto óssea como nas partes moles. Desta forma o cirurgião propiciará a maior oportunidade de cura, sem riscos de recorrência.

         Entretanto, em regiões em que a ressecção segmentar não é factível, coluna cervical por exemplo, deve-se realizar a curetagem endocavitária mais criteriosa possível e complementar com terapia adjuvante tais como o laser CO2, o fenol diluído em álcool à 4 %, o nitrogênio líquido e a eletrotermia.  O metilmetacrilato tem baixo efeito adjuvante e, quando empregado para preenchimento da cavidade, deve ser precedido por uma das terapias mencionadas.

         No passado, a curetagem apresentava altos índices de recidiva em virtude de não se fazer aberturas amplas para uma limpeza eficaz e pelo não uso de adjuvantes locais. Hoje, quando se indica a curetagem endocavitária, preconiza-se a execução de grande janela óssea para permitir ao cirurgião ampla visão da cavidade. Realizamos ainda uma complementação desta curetagem com o emprego do bisturi elétrico (eletrotermia).

         Esta técnica da eletrotermia é bastante eficaz pois com a ponta curvada do bisturi conseguimos atingir áreas de acesso mais difícil . Este bisturi, além da cauterização, realiza também uma complementação da curetagem, à medida que aquelas células tumorais, remanescentes nas pequenas “cáries” da parede óssea, são destruídas e vão desprendendo-se, permitindo sua mais fácil remoção.

         Complementamos nossa curetagem, após o emprego da eletrotermia, com a fresagem da  cavidade. Utilizamos para isto o lento dril,  com fresa odontológica esférica.

         Na região do joelho (extremidade distal do fêmur e proximal da tíbia), local de maior incidência do TGC, indicamos freqüentemente a curetagem endocavitária, seguida da eletrotermia e fresagem com lento dril. Isto porque a ressecção segmentar desta região implicaria em artrodese ou substituição por Endopróteses ou enxertos homólogos. A artrodese da articulação do joelho é a que ocasiona maior limitação para o paciente e deve ser evitada. As substituições em pacientes jovens podem traduzir-se em problemas num futuro próximo, e sua indicação deve ser criteriosa.

         Desta forma, indicamos primeiramente a terapêutica mais conservadora: – curetagem seguida de adjuvância para está região, exceto em casos avançados, já com destruição importante da estrutura óssea, em que tanto a função quanto o controle local da doença venham a ser comprometidos.

         Resta ainda um breve comentário quanto ao preenchimento da cavidade tratada. Este pode ser feito com enxerto ósseo autólogo, heterólogo ou com metilmetacrilato, cada um deles com suas vantagem e desvantagens.

         O metilmetacrilato permite visualizar eventuais recidivas com facilidade, é de fácil emprego e permite carga mais precocemente, entretanto não é solução biológica e podem ocorrer fraturas na região.

O enxerto ósseo é solução biológica e definitiva, entretanto dificulta a visualização de possível recidiva precoce, que pode confundir-se com reabsorção/integração do enxerto e ainda requer seis meses em média para carga total. O enxerto homólogo tem maior período de integração, nem sempre é disponível mas por outro lado encurta o tempo cirúrgico. O enxerto autólogo tem a vantagem da biocompatibilidade e da integração mais rápida porém prolonga o tempo cirúrgico. 

Ver técnica de transposição da fíbula para o rádio em TGC do punho.

_____________________________________________

            Autor : Prof. Dr. Pedro Péricles Ribeiro Baptista

                         Oncocirurgia Ortopédica do Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho                   

Consultório: Rua General Jardim, 846 –  41  –  CEP: 01223-010   Higienópolis   São Paulo – S.P.

                        Fone: +55 11 3231-4638   Cel: +55 11 99863-5577   Email: pedro@oncocirurgia.com

_______________________________________________

Read More